03 julho 2014

15º Capítulo - Do You Love Me? - Preparações

-Eu entrei com ele rapidamente no hospital enquanto os enfermeiros empurravam a maca apressadamente, Chace estava inconsciente, ensanguentado, haviam cortes por várias partes de seu corpo. Eu estava assustada, com medo, aflita, as lágrimas de desespero rolavam pela minha face enquanto eu observava os enfermeiros entrando com eles em uma sala e dizendo que eu já não poderia mais acompanhá-lo.



-Mas como você sabia onde ele estava? -Perguntou Henry confuso.
-Eu o segui. -Respondeu Victória. -Eu não poderia simplesmente ficar naquela casa depois de tudo que havia escutado, odiaria olhar para o rosto de Susan novamente. Por isso, eu o segui em todos os lugares e quando ele saiu com o carro em qualquer direção em alta velocidade eu o perdi de vista, apenas o encontrei quando o carro já havia capotado. Foi horrível. -Victória deixou que uma lágrima escorresse de seus olhos enquanto relembrava daqueles momentos assustadores.



 -Depois de algumas horas, Susan, Arnold e Emily já estavam todos no hospital, desesperados. Eu lembro de olhar para Susan, e ela demonstrar aquele medo, arrependimento, como se fosse sua culpa, e era. Logo após, o médico apareceu para nos alertar da condição de Chace, ele disse que ele havia quebrado três costelas e seu braço esquerdo e ainda estava inconsciente, e era impossível saber quando ele iria acordar, se por um acaso fosse, pois havia batido a cabeça com muita força.



Realmente se passaram semanas, eu ficava a cada dia mais preocupada, mas o que poderia ser feito? Nada. Eu recebia telefonemas e mais telefonemas para sessões de fotos para revistas, mas eu não conseguia, eu estava indisposta, meu agente até entendeu nas primeiras semanas, mas quando completou um mês, ele estava me pedindo para voltar para Nova York, não pude dizer não, era minha carreira que também estava em jogo. Eu fui. Deixei Chace aos cuidados daquela mulher.



-Vocês não chegaram a discutir? -Perguntou Henry fazendo Victória respirar fundo.
-Sim, discutimos. Primeiramente eu não conseguia nem olhar para a cara dela, mas depois, eu não aguentava mais, quanto mais eu alongava aquele silêncio mais me sentia cúmplice daquela farsa toda. Perguntei-a o porquê de ter feito isso para Chace. Ela me respondeu "Você não sabe de nada", parecia estar com medo também, assim como eu, mas o medo dela também era do que iria acontecer quando Chace acordasse, por isso eu a confrontei, disse que quando Chace acordasse ele não iria querer ver a cara dela nem morta. Lembro-me, ela levantou seu braço rapidamente expressando toda sua raiva para bater em meu rosto, quando Emily segurou-o com força e a fez parar o movimento.



Nenhuma das duas olhavam para meu rosto, estavam cabisbaixas, com os olhos avermelhados, elas estavam sentindo o que mereciam, o sentimento de culpa, culpa por causarem uma dor tão forte em Chace para ele quase se matar, saí da sala. Logo no dia seguinte, viajei de volta para Nova York. Após um mês veio a notícia que me faria voltar à Sun Flower, Chace havia acordado, meu coração se encheu de alegria e senti um grande alívio ao escutar as palavras de Ella, que falava comigo pelo telefone, naquela época ela era apenas uma adolescente, nós nos gostávamos muito. No dia seguinte eu já estava de volta, fui visitar Chace, ele estava bem, mas antes que eu entrasse na sala para vê-lo, seu médico veio falar comigo, me disse o que todos já sabiam, Chace havia perdido as memórias anteriores do acidente, ele me explicou que quando uma pessoa se acidenta é muito provável que esta se esqueça das memórias que lhes poderiam causar traumas, pois em nosso cérebro existe o efeito psico-emocional que bloqueiam essas memórias para que a pessoa que sofreu o acidente não sofra emocionalmente. O médico disse também que ele poderia até conseguir se lembrar de tudo, mas apenas o tempo nos diria se ele estaria preparado para essas fortes emoções, por aquele momento, Chace precisava de muito repouso e não poderíamos forçá-lo a se lembrar de nada, pois isso seria pior para ele mesmo.



-Uau, eu nem sei o que dizer, eu não fazia ideia de que ele estava passando por tais situações. -Afirmou Henry abalado com a história que Victória lhe contava.
-Pois é, e ainda por cima, eu não poderia falar para Chace nada da verdade que me entristecia por dentro, enquanto Susan...Ela deveria ter ficado até mesmo feliz, era como se nada tivesse acontecido, apenas o acidente, como se ele nunca tivesse descoberto nada. Chace não se lembrava e eu não poderia continuar ali aguentando aquela situação, era pedir muito para guardar aquele segredo dele. Então, quando por um acaso ele me perguntou o porquê dele ter se acidentado eu...Eu disse-lhe que era por causa de nosso rompimento. Ele sofreu para acreditar, afinal, nunca havíamos rompido, mas mesmo assim...Era a única forma de me afastar dele naquele momento, afinal, minha imagem para ele o faria sofrer, então eu precisava dessa desculpa, eu precisava, e eu a inventei e mesmo assim fiz ele sofrer sem minha presença, soube que a situação dele piorou e depois, com os tratamentos, sessões psicológicas e muitos outros exames, Chace melhorou.


Neste tempo eu já estava em Milão, apenas vivendo para minha carreira, e quanto mais eu vivia como modelo, mais me lembrava de como eu era como apenas eu, naquele tempo em que era apenas eu e você, Henry. Então mesmo que você nunca me perdoe um dia por ter abandonado você, eu quero que saiba que eu nunca desisti de nós, Henry. Eu o amei a cada dia em que vivi, eu sei que errei por várias vezes e não me arrependo de ter me tornado quem sou hoje, mas eu sei, eu sinto que isso não está completo sem...Você.



Henry a olhava agora com outros olhos, já não eram mais aqueles olhares angustiados e raivosos, afinal, aquela era a mulher que ele realmente amava, e agora já não existiam mais situações que pudesse separá-los. Ele passou sua mão pelos cabelos de Victória que estava sentada em sua frente com aquele semblante tristonho e lhe disse:
-Eu senti sua falta. -E mais uma vez eles se beijaram apaixonadamente, aquele era o beijo da reconciliação, o momento dos dois que foi se tornando cada vez mais apaixonado, ambos sentiam tanta falta um do outro que se entregaram de corpo e alma naqueles sentimentos, a paixão verdadeira existia ali, entre aqueles dois corpos que se uniam e se transformavam em um só.


...

Após voltar para o hotel, entrei em meu quarto e fui rapidamente tomar um banho, assim que saí, deitei na cama, estava pensativa, não conseguia parar de me lembrar de Chace, relembrar aqueles momentos, estava sorrindo igual a uma boba. "Eu não sei o porquê de você estar assim Nana, aliás, eu não sei muito sobre você, mas...Na próxima vez que você precisar chorar, não faça isso longe de mim.".



Me lembrei daquelas belas palavras que fizeram meu coração acelerar mais cedo, sorri novamente, mas me lembrei de Henry e o sorriso simplesmente esvaeceu de meu rosto, peguei meu celular e após pensar muito, liguei para ele, que não importava quantas vezes tocasse, não atendia. Entendi. Ele estava com aquela mulher ruiva. Eu não iria mentir para mim mesma e dizer que estava tudo bem e que as palavras que Chace havia me dito curaram todas as minhas dores, ele conseguiu fazer com que meu coração se acalmasse, ou ficasse mais nervosa ainda, mas ainda havia algo que eu precisava fazer, precisava conversar com Henry, mas não naquela hora, pois ele deveria estar ocupado demais para me ouvir.



...



Chace estava no salão do Tropicale Hotel, estava tudo pronto, era maravilhoso.
-Ficou muito bom. -Disse Chace sorridente.
-Pois é. -Ian estranhou a expressão de Chace, geralmente, mesmo que tudo estava perfeito ele encontrava algo para colocar defeitos. -O senhor está passando bem?
Chace olhou diretamente para Ian e franziu as sobrancelhas.
-Senhor? Por um acaso eu tenho cara de velho? Tenho? -Perguntou Chace.
-Ah! Não, não foi isso o que eu quis dizer, eu só...



-Chace! Não quero mais saber de senhor nenhum. Me chame apenas de Chace, Ian, afinal já faz um bom tempo que você trabalha para mim, e pelo visto você vem fazendo um ótimo trabalho. Quero que continue assim, aliás, você merece um aumento.
-O que? -Ian quase caiu para trás após escutar a palavra "aumento", logo se controlou e começou a sorrir para Chace. -Foi a garota do escândalo não foi?



Chace olhou para Ian pasmo. Na realidade, nem ele mesmo sabia que seu bom humor era devido á Nana, mas no mesmo momento tudo se encaixava, mesmo que ele tentasse negar inutilmente.
-Não, aquela raposa não conseguiria me deixar de bom humor, ela é muito briguenta!
-Uau, já até colocaram apelidos carinhosos um no outro? Quer saber de uma coisa? Eu sabia que isso ia acontecer! -Disse Ian sorridente.
-Sabia? O que? Como assim? -Indagou Chace, sem graça e curioso.
-Mas é claro que sim! Todo casal que vive brigando feito gato e rato dá nisso, é por que vocês possuem muitas coisas em comum e por isso acabam se identificando com o tempo.



-Pois você está errado! -Disse Chace rindo de Ian. -Nós não temos nada em comum.
-Espere para ver então. -Ian levantou uma sobrancelha e cruzou os braços enquanto Chace deixava o local sorridente.



Chace também voltou para seu apartamento e após deitar no sofá, exausto, os únicos pensamentos que passavam pela sua cabeça eram sobre Nana, fechava os olhos e a via, aquele singelo aperto de mão e seu cheiro quando havia abraçado a mesma. Pensar sobre Nana lhe fornecia sensações diferentes, sentia o ar entrar em seus pulmões. Seu coração, que mais cedo disparara, agora estava calmo, mas mesmo assim, eram pulsações fortes que conseguia se sentir por todo o corpo. Seu rosto, que estava frio pelo tempo, agora esquentava, assim como suas bochechas e suas orelhas.



Sentou-se espantado. Passou a mão pelos cabelos e fechou os olhos fortemente na tentativa de se livrar daqueles pensamentos, mas não conseguiu.
-Ora, por que não consigo parar de pensar nela?
Sendo assim, se levantou rapidamente e foi tomar um banho quente.



...

Assim que amanheceu, Victória que estava deitada naquela grande cama coberta por lençóis que encostavam em sua pele e lhe fazia lembrar da noite em que passou com Henry, de como era bom ter ele de volta, sentir seu toque e seus lábios. Mas a felicidade se tornou duvidosa assim que ela colocou sua mão no outro lado da cama e pode notar que ele não estava mais deitado ali, por instantes pensou que ele teria se arrependido, mas este sentimento também logo desapareceu assim que ela o viu entrar no quarto com uma bandeja com o café da manhã em suas mãos, Henry sorriu e colocou a bandeja em cima da cama, sentando-se ao lado de Vick, que cobria parte de seu corpo com os lençóis.



-Uau, bom, depois de todo este tempo eu acho que eu merecia mesmo uma bandeja na cama no café da manhã. -Sorriu Victória.
-Ah, pare de se achar tanto. -Sorriu Henry, mas logo a encarou com aquele pequeno sorriso em seu rosto. -Eu me lembrei daquele tempo em que você fazia tudo por mim, a atenção, a alegria que você demonstrava para me animar. Vick, eu não sabia o que eu estava fazendo, eu era só mais um jovem com uma ambição em minha cabeça e me deixei levar pelos meus sonhos e magoei você. Eu não quero mais cometer este erro.
-Nós cometemos os mesmos erros, Henry, eu não te culpo por ser quem você é, acontece que mesmo que eu tentasse, eu nunca conseguia tirar você dos meus pensamentos e este foi meu erro, achar que poderia viver sem você. -Disse Victória passando sua mão pelo braço de Henry.



-E eu sem você. -Afirmou Henry passando sua mão pela face de Victória e logo depois se aproximando, beijou seus lábios delicadamente, mas Victória logo se distanciou.
-Eu preciso ser rápida pois eu ainda tenho que sair em busca de um vestido perfeito para usar hoje na inauguração do Tropicale Hotel! -Sorriu.



-Ah-ha-ha. Não tão cedo! -Brincou Henry e a beijou novamente deitando-a na cama enquanto Victória ria.
-Henry, a comida vai cair na cama!
-Ok, ok. -Disse Henry com um sorriso de lado, pegando a bandeja e colocando-a no criado-mudo, olhou para Victória e percebeu que ela estava sorrindo. -É assim que eu quero te ver todos os dias, sorrindo, ao meu lado.
E novamente, eles se jogaram naquele clima com toda a paixão que haviam guardado por todo o tempo em que estavam separados.


...

Eu havia acabado de acordar, esfreguei meus olhos e coloquei a mão em minha boca para conter o bocejo que parecia não acabar. Joguei as cobertas para o outro lado e finalmente estava em pé. Andei até o banheiro parando em frente a pia branca de marfim, apoiei minhas mãos na mesma e olhei para frente, ao grande espelho que me refletia.
-Oh meu Deus, que crina! -Disse passando minhas mãos pelos fios fazendo um coque tentando comportá-los.
Escovei os dentes e me sentei novamente na cama suspirando instintivamente, olhei para minhas mãos tentando lembrar o que eu faria hoje, quando olhei para o criado mudo pegando meu celular e percebi que embaixo do mesmo possuía um papel, peguei-o não me lembrando do que se referia, mas logo consegui me lembrar de tudo. A inauguração!



Minha barriga começou a gelar, lembrei de tudo o que havia acontecido ontem rapidamente, como um rápido flash back, eu estava chorando, Chace me abraçou, me disse para chorar apenas em sua frente, conversamos sobre nossas famílias no caminho, chorei novamente e quase...Caramba! Quase nos beijamos, sim quase, se não fosse por aquele maldito celular ter tocado. Oh o que eu estou pensando? Me estranhei pelo meu subconsciente ter xingado o maldito celular, e novamente. A sensação de estar perto daquele homem já não me deixava brava como antes, agora tudo era diferente, eu me sentia bem, de um modo diferente, franzi o cenho e percebi o quanto eu pensava nele nos últimos dias. Mas acabei me lembrando de Henry e do que eu havia presenciado, aquele beijo, depois de ter me convidado para vir para cá com ele. Como ele pôde? Mas meu pensamento se dissipou assim que ouvi a campainha.



Corri para a porta pensando que pudesse ser ele, passei as mãos pelo cabelo e ajeitei minha roupa, percebi que estava sorrindo sem motivo e fiz de tudo para tirar aquela expressão do meu rosto e assim que coloquei a mão na maçaneta notei que ainda estava de pijama, mas era tarde, já havia abrido a porta e estranhei. Era o secretário de Chace, Ian, e não havia apenas ele, haviam mais umas cinco pessoas, a maioria mulheres.
-O que é isso? -Perguntei sem graça estranhando aquela aparição repentina.
-Senhorita Nana, essas pessoas foram contratadas para arrumá-la para a festa de inauguração do hotel de hoje. -Respondeu-me Ian sorridente enquanto eu estava abismada em sua frente, como assim me arrumar para a festa? Eu não podia ir do jeito que eu quisesse? Eu sabia que precisava ser algo chique mas eu deveria procurar algo, eu sabia que tinha trazido alguns vestidos de Lola para ocasiões que pudessem ser mais especiais, mas...Com Henry.
-Ok, Ian, o que é isso de verdade?
-Não estou entendendo Senhorita Nana. Nós viemos apenas arrumá-la para uma festa de gala.




Eu cerrei meus olhos para ele e pedi que entrasse, as outras pessoas se aproximaram da porta para entrarem também, mas disse-lhes que precisava conversar a sós com ele e fechei a porta.
-Me arrumar para a festa? Foi Chace quem o mandou para fazer isso? -Cruzei os braços e corei olhando para os lados, tentei parecer ameaçadora, mas acho que não convenci, nem a mim mesma eu consegui convencer.
-Na verdade...-Tentou dizer Ian, mas eu o interrompi.
-Pois diga a ele que eu não quero que ninguém me vista com nada dessas coisas, eu não fico me vendendo por vestidos e jóias e outras coisas materiais.



-Senhorita Nana...-Ian tentou novamente.
-Eu estou decepcionada! Se ele pensou que eu tivesse começado a gost...-Percebi onde eu estava chegando com aquela conversa e parei rapidamente corando, sem pensar meu subconsciente começou a me dar as respostas que me deixava confusa. Olhei para Ian e ele estava sorrindo, novamente, desviei meu olhar e descruzei os braços, apoiando-me na cômoda.



-Senhorita Nana, vai ficar mais confortável se eu disser que Chace não me pediu para fazer nada?
Eu o encarei corada mas não sabia mais onde enfiar a cara, era tudo tão rápido.
-De alguns tempos para cá eu percebo que Chace tem sorrido mais, senhorita Nana, me pergunto se a causa é a senhorita. Ele geralmente fica de bom humor apenas quando se encontram, ontem mesmo não conseguia esconder que estava contente. Fico imaginando o que poderia ter acontecido. -Me lembrei novamente de tudo e corei instantaneamente, tentando evitar seus olhares desconfiados.



-Bem, senhorita Nana. -Prosseguiu Ian. -Pensando assim, eu sinto que preciso ajudar a senhorita neste dia tão especial e por isto, todas estas pessoas estão aqui. Por causa sua, o coração da fera está amolecendo, ele nem sempre foi assim, vamos lá, este seria um sonho de qualquer garota, ter um dia especial, só para você.
Minha cabeça estava girando, de repente eu tinha acabado de acordar e agora eu estava com um batalhão na minha porta. Eu apenas concordei com a cabeça para Ian sem muito pensar, na realidade, eu apenas estava repassando aquelas palavras em minha cabeça. "Por causa sua, o coração da fera está amolecendo". E corada, eu sorri tentando disfarçar enquanto Ian chamava as pessoas para dentro.



...

Arnold entrou no quarto de sua mãe e sorriu para a mesma notando duas malas fechadas no chão e uma em cima de sua cama.
-Estas malas já estão prontas?
-Sim.
-E esta que a senhora está arrumando já tem tudo que a senhora precisa?
-Quase tudo, falta-me apenas lembrar de algumas coisinhas.
-Vocês, mulheres, só não levam a casa inteira por que não existe ainda uma mala tão grande. -Disse Arnold, rindo.
Emily suspirou fundo e sorriu.



-Nós vamos ficar apenas dois dias em Moon Village, portanto, não precisa se preocupar em levar muitas roupas. Está ansiosa para rever seu neto, mãe?
Emily olhou para Arnold que sorria. "Ansiosa para rever seu neto", com certeza ela estava ansiosa para ver Chace, mas seu coração pedia a garota.
-Claro que sim, querido. -Emily sentou-se em sua cama entristecida.
-Algo te aborrece? -Perguntou Arnold sentando na cama ao lado dela.
-Não...-Respondeu Emily apressadamente, mas logo após olhar para o rosto de seu filho, ela suspirou e estava quase decidida a contá-lo.



 Se não fosse por Susan entrar no quarto interrompendo a conversa.
-Arnold, querido! Pode carregar minhas malas? Elas estão muito pesadas!
-Eu não disse que você não conseguiria? -Arnold riu e levantou-se da cama, deu um beijo na testa de sua mãe se despedindo e foi em direção ao seu quarto.
Susan fitava continuamente Emily, que tentava desviar seu olhar pois sabia que Susan havia desconfiado do que ela iria fazer.



-Não tente se fazer de inocente, sei muito bem o que você iria fazer se passasse mais um segundo e eu não estivesse aqui. Eu estou procurando a garota assim como combinamos, eu vou encontrá-la, então nem pense em contar nada para Arnold! -Sussurrou Susan para Emily que escutava de cabeça baixa.
-Você encontrou alguma pista, qualquer coisa? -Indagou Emily.
-Ainda é difícil saber onde ela está, mas ninguém pode sumir em Sun Flower. Fui até o antigo apartamento dela, aquele muquifo, onde ela vivia com aquela mulher que você a entregou para criá-la.
-E então, você falou com ela? -Perguntou Emily aflita.
 -Ela faleceu, Emily.
-Oh meu Deus! Ela faleceu?



-Sim, e por este motivo ela se mudou de lá faz algum tempo pra viver com uma amiga, ou algo assim. Perguntei para a recepcionista, mas ela não sabia de nada e ainda me disse que a única pessoa que poderia ajudar faleceu também, um senhor que morava por lá, satisfeita?
Emily se levantou e olhou pela janela, ela poderia estar em qualquer lugar, aquela criança, sua neta, que foi jogada no mundo e agora ela se arrependia do fundo da alma por fazer isso.
-Agora nós precisamos ir, Emily, temos que chegar a tempo do voô. Você já viu que estou fazendo minha parte, agora faça a sua!



-Eu quero encontrá-la, Susan, minha vontade era de colocar nos jornais e espalhar para todos os lados para encontrá-la, sei que já não tenho mais tanto tempo, você desconhece este sentimento de parecer estar sem tempo para agir, é por isto que não se importa.
Susan respirou fundo, teve vontade de responder mas não o fez, simplesmente saiu do quarto rapidamente, mas no meio do caminho seu celular tocou, era Raquelly, Susan atendeu colocando um sorriso no rosto.
-Raquelly, querida! Como você está?
-Susan! Eu estou bem, vocês já estão vindo?
-Chegaremos daqui a pouco, querida, mas me diga, como está se saindo com Chace?
-Bem, ele é um homem muito difícil de se conquistar, mas definitivamente é meu tipo.
-Oh, isso é uma notícia boa!
-É, mas ele também passa muito tempo com sua psicóloga, por isso não temos muito tempo juntos.
-Desculpe, psicóloga? Susan franziu o cenho, Chace não tinha mais psicóloga, ele mesmo mandou o último embora pois dizia que era uma grande perda de tempo e detestava perder tempo.



-É, sua psicóloga, eles são muito amigos e estão toda hora juntos, eu não quero atrapalhar nada pois não sinto como se Chace fosse gostar, por isso não tenho estado muito com ele, mas em compensação, posso passear e fazer compras.
-Ah sim. -Susan sorriu sem graça.
-Bom, estou ansiosa com a vinda da senhora, vamos conversar mais à noite, até mais tarde, Susan!
-Até mais tarde, querida.
Susan desceu as escadas lentamente pensando no que Raquelly havia lhe contado, psicóloga? O que Chace estava tramando?


























Olá pessoal! Depois de algum tempo, tou de volta. Pensaram que eu tinha desistido? Eu não consigo, fico todo momento pensando e pensando nos capítulos e em tudo o que já planejei para esta história. Demora um bocado mas eu vou fazendo, desculpem. Acontece que agora as coisas estão se resolvendo um pouco, mudei de emprego, grazadeu e assim eu vou ajeitando as coisas, assim como a Nana e o Chace. O que esses dois tem que bater um papo hein? Não só eles como todo mundo de Do You Love Me? Né? hahahldmlksd

Mil beijocas e abraços de urso para quem está acompanhando e comentando, vocês é que me fazem continuar, de verdade. <3

Bom, até a próxima!








11 comentários:

  1. Continua mesmo flor!! pq amooooooooo a sua estoria todos os dias dou uma conferida e hoje pulei de alegria quando vi que tinha cap novo! bjss

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  2. Meu Deeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeus não creio que eu acabei de ler o 15º da minha série favorita!
    Amo tanto que não sei nem o que dizer. Agora você sabe né? louca pelo próximo! :3
    Chace, seu gatooooooooooo!
    Bejks

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  3. Respostas
    1. Até hoje eu espero :/ ninguém tem noticias dela

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  4. Tb estou doida para saber como termina essa historia!! Meu blog mudou de endereço, como sei q vc acompanha vim te passar o novo linque.http://romanceseem3d.blogspot.com.br/ Bjsss

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  5. Indicada!!! Liebster Award
    http://romanceseem3d.blogspot.com.br/2015/05/meu-primeiro-liebster-award.html

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  6. O que houve? eu amei todos os capitulos, queria saber o que acontece :(

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    1. Pois é! Espero até hj tbm! Ela sumiu, será que aconteceu alguma coisa? :(

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  7. Poxa Lali, queria tanto saber o que acontece, tirar as fotos dá trabalho, e é uma das coisas q mais gosto nos blogs de the sims mas eu amo tanto a estória que nem me importaria se você começasse a só digitar. Continue pfff

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  8. Poxa Lali, queria tanto saber o que acontece, tirar as fotos dá trabalho, e é uma das coisas q mais gosto nos blogs de the sims mas eu amo tanto a estória que nem me importaria se você começasse a só digitar. Continue pfff

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